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PASTORAL
Podemos comemorar a Páscoa?
A pergunta não é tão simples quanto parece. Em contextos reformados, ela exige cuidado, distinções e, sobretudo, fidelidade às Escrituras e à nossa confessionalidade.
Em primeiro lugar, é preciso afirmar com clareza: não celebramos a Páscoa como a antiga festa judaica. A Páscoa, instituída em Êxodo 12, apontava para a redenção de Israel mediante o sangue do cordeiro. No Novo Testamento, essa realidade encontra seu cumprimento pleno em Cristo, nosso verdadeiro Cordeiro pascal (1Co 5.7). Portanto, não estamos mais debaixo dessa observância como ordenança cultual.
Por outro lado, há um dado histórico que não pode ser ignorado. Já nos primeiros séculos, a igreja cristã passou a lembrar, de maneira especial, a morte e a ressurreição de Cristo em determinados dias. No século II, por exemplo, encontramos a chamada controvérsia quartodecimana, que revela que diferentes comunidades já discutiam não se deveriam recordar esses eventos, mas quando o fariam. Isso indica que a rememoração da paixão e da ressurreição de Cristo surgiu muito cedo na vida da igreja. Com o tempo, essa prática se desenvolveu e deu origem ao que mais tarde se estruturaria como a chamada “Semana Santa”. …