O DIA DAS CRIANÇAS E A ETERNIDADE

O Dia das Crianças não é celebrado na mesma data em todo o mundo. Muitos países seguem a iniciativa da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), que escolheu o dia 20 de novembro, como uma forma de celebrar a Declaração dos Direitos da Criança ONU, promulgada nessa data, em 1959. Países que pertenceram ou foram fortemente influenciados pela extinta URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) costumam celebrar o dia 1º de junho. Em alguns países da África Central, o dia das crianças é comemorado no dia do Natal.

O Brasil foi um dos primeiros países a oficializar a data. Depois de sediar o 3º Congresso Sul-Americano da Criança, no Rio de Janeiro, foi aprovado o Decreto nº 4.867, de 5 de novembro de 1924, instituindo o dia 12 de outubro como “dia de festa da criança em todo o território nacional”. Inicialmente era só uma dessas datas oficiais que visam mobilizar a sociedade para as necessidades de algum grupo, sem muita adesão. Mas, a partir da década de 50, as indústrias de brinquedo e outros produtos infantis passaram a promover a data para aumentar as vendas. E deu certo: o Dia das Crianças é a 3ª data mais importante do ano para o varejo!

Para uma sociedade consumista como a nossa, é natural que a criança seja vista apenas como um “consumidor-mirim”, alguém que não tem poder de compra, mas motiva os adultos a gastar. E que pai e mãe nunca gastaram até acima de suas posses só para agradar seus pequenos?

Aos olhos de Deus, no entanto, a criança tem um lugar muito mais elevado, e precisa muito mais que celebrações, festinhas ou brinquedos. Sua maior necessidade é aprender o caminho da salvação! Mas é claro que as crianças vão preferir um brinquedo a um sermão. Por essa razão, o sábio Salomão convocou os pais a ensinarem seus filhos, pois as crianças nascem com o coração rebelde e insensato, não inclinado às coisas de Deus e, portanto, precisam ser corrigidas (Pv 22.15; 29.15); daí a urgência de apontar o caminho correto desde muito cedo (Pv 22.6). Por outro lado, o apóstolo Paulo indicou que a disciplina e a admoestação do Senhor devem ser ministradas com paciência e amor, para levar o filho à correção, não à ira e ao desânimo (Ef 6.4; Cl 3.21).

Moisés insistiu que os hebreus transmitissem sua fé no Senhor às novas gerações em cada oportunidade cotidiana (Dt 4.9; 6.6-7; 31.12-13). Que nós, como igreja do Senhor, possamos estar atentos a esse dever sublime. E que cada uma de nossas crianças receba com alegria as boas vindas do Rei – delas é o Reino de Deus (Mt 19.14)!

 


Pr. Alceu Lourenço

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