Neste ano, damos graças a Deus pelos 167 anos da Igreja Presbiteriana do Brasil, cuja história teve início em 12 de agosto de 1859, com a chegada do Rev. Ashbel Green Simonton ao nosso país. Essa história, porém, começou a ser escrita ainda antes, quando Deus falou ao coração de um jovem seminarista por meio da fiel pregação de sua Palavra. Enquanto estudava no Seminário de Princeton, Simonton registrou em seu diário o profundo impacto de um sermão do Dr. Charles Hodge, ocasião em que amadureceu sua convicção de dedicar-se ao campo missionário.
A seguir, reproduzimos esse precioso relato. Mais do que um registro histórico, ele nos lembra que Deus continua chamando seu povo por meio da exposição das Escrituras. Que, ao ler estas palavras, não apenas celebremos a forma como o Senhor estabeleceu a Igreja Presbiteriana do Brasil, mas também renovemos nossa disposição de anunciar o evangelho, onde quer que Ele nos tenha colocado.
“Hoje ouvi um sermão muito interessante do Dr. Hodge sobre os deveres da igreja na educação. Falou da necessidade absoluta de instruir os pagãos antes de poder esperar qualquer sucesso na propagação do Evangelho e mostrou que qualquer esperança de conversões baseada em uma obra extraordinária do Espírito Santo comunicando a verdade diretamente não é bíblica. Esse sermão teve o efeito de levar-me a pensar seriamente no trabalho missionário no estrangeiro. O pequeno sucesso que aparentemente apresentam as operações missionárias tinha me levado a não pensar em ser missionário, mas vejo que estava enganado. Que os pagãos devem ser convertidos a Deus está claramente revelado nas Escrituras, e estou convencido de que esse dia se aproxima rapidamente. Os que agora trabalham estão preparando o caminho e Deus não deixará que seu trabalho seja em vão. Quem lança os fundamentos receberá galardão igual ao de quem faz o acabamento do edifício. Eu nunca havia considerado seriamente o dever de trabalhar no estrangeiro; sempre parti do princípio de que minha esfera de trabalho seria em nosso país, tão grandioso e que cresce tanto. Pois agora estou convencido de que devo considerar seriamente essa possibilidade: se a maioria prefere ficar, não será meu dever partir?” – 14/10/1855.
Rev. Ashbel Green Simonton