DUPLA CIDADANIA

O mês de setembro tem uma importância histórica para o Brasil desde o dia sete de setembro de 1822, quando o príncipe regente d. Pedro decidiu romper com Portugal, proclamando nossa independência. Seríamos o Império do Brasil por 67 anos, até a proclamação da república em 1889 – passando, desde então, por momentos da maior ou menor liberdade democrática.

Como brasileiros, celebramos essa data, reconhecendo a nós mesmos como parte dessa história, como fruto das lutas e sonhos daqueles que viveram aqui antes de nós. E, no mesmo sentimento de identidade e unidade nacional, lutamos e sonhamos com um Brasil melhor para nossos filhos. Somos brasileiros, e celebramos nossa pátria.

Porém, como os antigos crentes que viviam no reino de Israel, aspiramos “uma pátria superior”, preparada por Deus para os que o amam (Hb 11.14-16). Como ensina o apóstolo Paulo, “a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp 3.20). Assim, podemos dizer que temos dupla cidadania. 

Às vezes, isso vai nos permitir abençoar nossa pátria terrena com a sabedoria da pátria lá de cima; foi o caso de José, salvando da fome o país que o acolheu (Gn 41.39-54). Outras vezes, lançaremos mão de nossa cidadania terrena para resguardar nossa cidadania celeste; foi assim com Paulo, que quando maltratado por sua fé, reclamava seus direitos como cidadão romano (At 16.37,38; 22.26-28). Em algumas circunstâncias, seremos forçados a desobedecer ao governo civil em favor do soberano espiritual; foi a decisão dos jovens judeus perante o rei Nabucodonosor (Dn 3.15-18). Em toda ocasião, somos chamados a honrar e interceder pela nossa pátria terrena, bem como por seus governantes e por seu povo (Jr 29.7; L 20.24,25; Rm 13.1-7; 1Tm 2.1,2; Tt 3.1,2; 1Pe 2.13-17).

Neste mês, além da comemoração da proclamação da independência, teremos também o início da campanha eleitoral municipal 2020, com a propaganda político-partidária tomando a televisão, o rádio e a internet a partir do dia 27. 

Tendo a bênção de viver em um país democrático, nós, cidadãos do céu, temos o dever de abençoar nossa bela pátria terrena não apenas orando, mas também
nos informando acerca dos candidatos – com suas propostas, seus aliados políticos, seus valores éticos, seu currículo de serviço à população – e procurando votar da maneira mais coerente com o Reino de Deus.

Que o Rei dos Reis nos ajude a vivermos de modo digno da nossa dupla cidadania.

Pr. Alceu Lourenço

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