Este ó lema de várias que geralmente o coloca à frente do interior do templo, a fim de que os membros se lembrem de sua missão: adorar e servir. Não que a adoração não seja um serviço, pois certamente o é. A ênfase subjaz no fato de que somos equipados no culto e saímos para servir a Deus no mundo. Só que esse serviço é muito específico, é o serviço de proclamação das boas novas do Evangelho.
Evangelizar é a comunicação verbal e persuasiva das boas-novas de Cristo, exigindo arrependimento e fé. Mas na mentalidade evangélica há o pensamento que gira em torno de uma frase que muitos atribuem a Francisco de Assis: Pregue, se necessário, use palavras. Isso não se sustenta diante da ordem de Jesus de fazer discípulos (Mt 28.18-20), pois uma nuance dessa ordem envolve a fala. O evangelho exige voz: é um mendigo dizendo a outro onde encontrar pão.
A missão da Igreja visa a glória de Deus, anunciando que Cristo é o detentor de toda autoridade nos céus e na terra e que oferece paz a seus inimigos. Seus embaixadores anunciam isso aos homens perdidos para que eles se rendam a Cristo, antes do Grande Dia da Ira. A ordem não é gerar decisões emocionais e superficiais num apelo, mas forjar discípulos por meio da ida, do batismo e do ensino contínuo. Cristãos comuns testemunhavam ao longo da História de forma natural enquanto trabalhavam, negociavam e viviam. Viver e proclamar são realidades inseparáveis.
E o motor que impulsiona essa missão é o culto público. A igreja local, reunida para ouvir a Palavra e celebrar os sacramentos, torna-se a imagem visível do Evangelho. O culto não é entretenimento, mas um ato supratemporal, regulado pelas Escrituras e estritamente teocêntrico que subsidia a congregação com a verdade necessária para o serviço fora dela. O crente adora a Deus no domingo e, municiado por essa adoração, serve-O como embaixador da reconciliação na segunda-feira.
“Entrar para adorar, Sair para servir” exige mais do que frequência dominical; exige ação semanal. Rejeite a omissão disfarçada de “testemunho silencioso” e abandone a falácia de pregar sem usar palavras. Você é um embaixador comissionado pelo Cristo que detém toda a autoridade. Portanto, ao cruzar as portas da igreja, assuma sua missão: abra a boca nas ruas, nos lares e no trabalho. Seja o mendigo que aponta o Pão da Vida aos famintos. Saia e anuncie!
Sem. Alesterdane